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Insuficiência Cardíaca

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30 Oct

A insuficiência cardíaca corresponde ao quadro em que a quantidade de sangue que o coração bombeia por minuto (débito cardíaco ou DC) não é suficiente para atender às necessidades dos tecidos. Na maior parte das vezes, é causada por um coração que tem menos força que o normal, isto é, um coração com baixa capacidade de bombeamento.
Mesmo o cérebro enviando mensagem de que a oxigenação dos tecidos está inadequada, o órgão não consegue atender à demanda de aumento da frequência e força de contração.
No Brasil, a principal causa da IC está associada à hipertensão arterial e em determinadas regiões ainda existem formas de IC associadas à doença de Chagas e a doença reumática.

Na avaliação do paciente com insuficiência cardíaca as causas e os fatores precipitantes de descompensação (anemia, arritmia, ingestão abusiva de líquidos e sal, álcool, insuficiência renal) devem ser cuidadosamente investigados, pois podem influenciar o tratamento e o prognóstico da doença.

Insuficiência Cardíaca - Causas

 

insuficiência cardíaca  - causas

PRINCIPAIS CAUSAS:

 

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)

A hipertensão arterial sistêmica exige uma força maior do músculo cardíaco. Essa necessidade leva a adaptações cardíacas que, sem controle adequado, podem causar a diminuição da força de contração do coração e provocar a insuficiência cardíaca.

INSUFICIÊNCIA CORONARIANA

As artérias coronárias conduzem oxigênio e nutrientes para o músculo cardíaco (miocárdio). Quando elas estão obstruídas, há uma diminuição da oferta de nutrientes e parte do músculo cardíaco se torna inativo, não contraindo mais. Por isso, infartos grandes ou repetidos podem levar à insuficiência cardíaca, já que áreas extensas do coração deixam de funcionar adequadamente.

VALVULOPATIAS

Entre as câmaras do coração (átrios e ventrículos) existem delicadas estruturas de separação, chamadas válvulas. As valvulopatias consistem no mau funcionamento das válvulas, criando uma barreira à passagem do sangue. Isso provoca mudanças no volume e na pressão interna do coração, que alteram seu formato anatômico (hipertrofia e/ou dilatação) e diminuem sua força de contração, podendo levar à insuficiência cardíaca.

DOENÇA DE CHAGAS

Causada por um protozoário parasita chamado Trypanosoma cruzi, a Doença de Chagas afeta o coração. A transmissão é feita através da picada do barbeiro. A doença possui uma fase aguda, quando o protozoário infecta o músculo cardíaco, e uma fase crônica, caracterizada pela manifestação de alterações cardíacas.

DOENÇA REUMÁTICA

A cardiopatia reumática é uma causa prevenível de IC, sendo o tratamento precoce com penicilina, nos casos suspeitos de amigdalite estreptocócica, a forma mais adequada para prevenir a doença. Cerca de 30% das cirurgias cardíacas no Brasil (DATASUS 2003) são devido a seqüelas da febre reumática.

CAUSAS DESCONHECIDAS

Uma pequena parte das pessoas tem diminuição da força de contração sem uma causa conhecida.

nsuficiência cardíaca - Sinais e sintomas

insuficiência cardíaca  - sinais e sintomas 

Quem sofre de insuficiência cardíaca se cansa com facilidade. Uma classificação funcional da New York Heart Association (NYHA) proporciona um meio simples de classificar os sintomas da insuficiência cardíaca de acordo com a sua gravidade. É também uma maneira de avaliar a qualidade de vida do paciente frente a sua doença. As quatro classes propostas são:                                                                                                                                                                                                                                                           
    

CLASSIFICAÇÃO SINAIS
GRAU I Ausência de limitações: atividade física habitual não causa cansaço, falta de ar ou palpitações.
GRAU II Leve limitação à atividade física: atividades habituais causam cansaço, palpitações ou falta de ar.
GRAU III Limitação significativa à atividade física: atividades menores que as habituais, pequenos esforços causam sintomas.
GRAU IV Incapaz de exercer quaisquer atividades sem sintomas, inclusive em repouso.

 

TAMBÉM SÃO ATRIBUÍDOS À INSUFICIÊNCIA CARDÍACA OS SEGUINTES SINAIS CLÍNICOS:

  • Inchaço das pernas e do abdome devido à dificuldade de bombeamento do coração, associado a um excesso de líquidos no corpo.
  • Pressão venosa jugular elevada, caracterizada pelas veias do pescoço mais salientes que o habitual, o que indica que o sistema circulatório está sobrecarregado.

Insuficiência Cardíaca - Exames

insuficiência cardíaca  - exames

 

Além de verificar os sintomas e sinais descritos, o médico investiga outras alterações sugestivas de desequilíbrio do coração, como sopros, alterações no ritmo cardíaco e alterações nos pulmões. Dados obtidos por história, exame físico, eletrocardiograma, radiografia do tórax, e exames laboratoriais são capazes de, na maior parte dos casos, sugerir a causa da IC.
Exames mais específicos serão indicados pelo médico de acordo com o resultado da investigação inicial.

Insuficiência Cardíaca- Tratamento

A cura da insuficiência cardíaca depende da sua causa, controle dos sintomas melhor qualidade de vida.

TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO E PREVENÇÃO DE FATORES AGRAVANTES

Para controlar a insuficiência cardíaca sem o uso de remédios é fundamental entender e buscar eliminar os fatores que contribuem para o agravamento da insuficiência cardíaca, como alimentação, o hábito de fumar, a ingestão excessiva de sal e de líquidos (hidrossalina), o excesso de peso e o consumo de álcool, vacinação. A não adoção destas medidas coloca em risco os resultados do tratamento. Apenas o médico poderá dizer quando o controle pode ser feito dessa forma e em quais casos é necessário o uso de medicação.

ALIMENTAÇÃO

A orientação nutricional deve levar em conta a qualidade e a quantidade dos alimentos ingeridos, possibilitando identificar as preferências e aversões, além das limitações de ordem cultural e econômica que possam interferir na orientação da dieta.

MONITORAMENTO DE PESO

Para o controle do peso, deve-se adotar uma dieta adequada, conforme orientação médica, evitando assim a piora nas "alterações" cardíacas. Esse monitoramento também ajuda saber se está havendo retenção de líquido. Um aumento de peso constante e rápido é um sinal de que a insuficiência cardíaca pode se agravar.

CONTROLE DO EXCESSO DE SAL

Ficar atento ao preparo da alimentação e evite alimentos industrializados com objetivo de equilibrar o consumo de sal. Dessa forma, podem ser evitadas crises hipertensivas e o aumento do desconforto cardíaco.

RESTRIÇÃO HÍDRICA

O consumo excessivo de líquidos pode causar uma sobrecarga cardíaca. Por isso, é importante saber a quantidade diária adequada para evitar esta sobrecarga e sinais de edema (inchaço). O paciente de insuficiência cardíaca não pode tomar água e outros líquidos à vontade, principalmente se a doença estiver descompensada.

CONTROLE DA INGESTÃO DE ÁLCOOL

Diminuir significativamente ou parar por completo o uso de álcool. Seu consumo pode piorar a insuficiência cardíaca e causar alterações no ritmo cardíaco.

VACINAÇÃO

A presença de Insuficiência Cardíaca é uma condição de alto risco para infecções do trato respiratório. Diante da necessidade preventiva, consulte seu médico sobre as vacina contra gripe - Influenza (anualmente) e Pneumococcus, sobretudo nas localidades com condições climáticas desfavoráveis.

ANTIINFLAMATÓRIOS

Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico. Antiinflamatórios clássicos não esteróides (ibupropufeno, diclofenaco e naproxeno), entre outros, provocam retenção hidrossalina e elevação da pressão arterial e de forma geral devem ser evitados nos portadores de Insuficiência Cardíaca. Quando o seu uso for imprescindível, há necessidade de maior vigilância no peso corporal, edema (inchaço) e função renal.

CESSAÇÃO DO TABAGISMO

Parar de fumar evita o aumento nas alterações pulmonares e cardíacas.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Seguir rigorosamente as orientações médicas, doses e horários adequados das medicações são medidas essenciais para prolongar a qualidade de vida de quem tem insuficiência cardíaca. Tão importante quanto aderir ao uso das medicações prescritas é não tomar medicações sem orientação do médico porque elas podem piorar os sintomas.

 

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