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Insuficiência coronária

Saiba mais sobre insuficiência coronária

16 Oct

Insuficiência coronária

As doenças das artérias coronárias caracterizam-se por alterações na passagem do sangue. Pode ocorrer a diminuição do calibre dos vasos, situação que oferece uma obstrução parcial ao fluxo sanguíneo, ou a obstrução total dos vasos e a interrupção completa do fluxo coronariano.

insuficiência coronária - o que é

A principal causa desses problemas é a aterosclerose, que é o nome dado ao processo de endurecimento e obstrução da artéria coronariana que pode ser lento e gradativo iniciando-se na infância e progredindo rapidamente na terceira década de existência, sendo que em algumas pessoas não se torna ameaçador até a quinta ou sexta década de vida. Uma pessoa que tem os fatores de risco como taxa de colesterol e triglicérides altos, obesidade, diabetes e hipertensão arterial tem possibilidades de desenvolver o proceso de aterosclerose coronariana.

Ocorre uma alteração na parede interna dos vasos sanguíneos, causada pela deposição de substâncias abaixo da parede que reveste as artérias (nesse caso, da coronária). Esse depósito tende a aumentar com o tempo, empurrando a parede do vaso contra a passagem do sangue, como se fosse um “quebra-molas”.

Quando um esforço intenso, como a prática de exercício físico, exige mais força do coração, a parte do tecido “abastecida” pela coronária lesada não é nutrida adequadamente. Isso resulta em alterações que terminam por causar a dor de origem coronariana, chamada angina de peito ou angina pectoris. Com o aumento progressivo da placa de aterosclerose, esta dor tende a ser desencadeada por exercícios cada vez menos intensos.

Em alguns casos, há ruptura da placa aterosclerótica e o sangue entre em contato com substâncias contidas em seu interior. Nestes casos, reações químicas levam à coagulação do sangue e à formação de trombos.
Eles podem interromper o fluxo sanguíneo nesta artéria coronária, comprometendo a nutrição da porção do coração irrigada por ela. Esta oferta de oxigênio e nutrientes inadequada é chamada de isquemia. Se o aporte de sangue não for restituído a tempo, o tecido pode ser lesado de forma permanente, situação que recebe o nome de infarto agudo do miocárdio.

Entre as mulheres a doença coronária tornou-se a principal causa de morte do mundo ocidental, maior que o câncer de útero, de mama ou mortes no parto. A mudança do padrão de vida das mulheres talvez explique em parte estes dados. Ao lado das responsabilidades tradicionais com a casa, filhos, marido e parentes idosos, as mulheres adquiriram responsabilidades com o trabalho fora do lar e necessidades financeiras como as decorrentes de abandono, divórcio e viuvez. Ao mesmo tempo, as mulheres adquiriram hábitos alimentares inadequados, fumo, álcool, falta de atividade física regular e de repouso adequado. Como conseqüência, as mulheres adquiriram múltiplos fatores de risco para a doença cardiovascular: obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia, tabagismo e estresse emocional. Quando a doença cardiovascular se torna clinicamente manifesta na mulher, em geral dez anos após a menopausa2, ela coexiste com várias outras doenças, o que torna o seu prognóstico mais desfavorável.

Insuficiência coronária - Sinais e sintomas

insuficiência coronária - sinais e sintomas

A dor torácica é um dos sintomas mais comuns da doença coronariana. Essa dor, conhecida como angina pectoris, pode ser em forma de aperto, pontada e queimação e pode se irradiar para as costas, braços, pescoço e queixo. Pode ser precipitada por esforço físico ,estresse emocional ou exposição ao frio e pode ser aliviada pelo repouso ou medicamentos, nos casos de angina estável.Nesse caso essa dor não dura mais que 30 minutos. Nos casos agudos, ela pode surgir mesmo em repouso. Vale lembrar que nem toda dor torácica é de origem cardíaca (angina). A probabilidade de ter doença coronariana varia de pessoa para pessoa. Quem já teve a doença diagnosticada alguma vez tem maior risco de sofrer novos eventos.

OUTROS SINTOMAS

Em alguns casos, pode haver desmaio, tonteira, falta de ar, náuseas, vômitos e suor excessivo, acompanhados ou não de dor. Esses sintomas, no entanto, não são específicos da insuficiência coronariana. A atribuição desses sinais a um quadro de angina ou infarto depende da presença de fatores de risco e só pode ser feita por meio de avaliação médica.

As mulheres freqüentemente não apresentam os sintomas típicos de doença coronariana e mesmo quando elas experimentam sintomas, eles são freqüentemente considerados atípicos. Ao invés da dor e compressão contínua por cerca de 20 minutos, sentem uma dor (angina) moderada, que vem e vai. Também podem experimentar sintomas que mais parecem azia e indigestão do que doença coronariana. Ou simplesmente se sentir cansadas ou nauseadas.

A falta de sintomas "clássicos" de doença coronariana torna difícil identificá-los e pensar no diagnóstico com subseqüente investigação. É importante para as mulheres falarem com seus médicos sobre tais sintomas atípicos que podem sinalizar doença coronariana e examinar outros fatores de risco que podem ser indicadores.

Insuficiência coronária - Fatores de Risco

  • Estresse.
  • Tabagismo.
  • Pressão alta.
  • Diabetes.
  • Antecedentes de ICO (infarto do miocárdio, angina instável, cirurgia de revascularização ou angioplastia).
  • Antecedentes familiares de doença coronariana.
  • Taxa de colesterol LDL elevada.
  • Obesidade.
  • Idade.

Insuficiência coronária - Exames

Apenas o médico pode solicitar a realização de exames, avaliando quais são mais adequados a cada caso.

ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

O ECG facilita o diagnóstico, principalmente de infarto agudo do miocárdio, já que na grande maioria dos casos constatam-se alterações. Na angina crônica, o resultado do eletrocardiograma pode ser normal.

insuficiência coronária - teste ergométrico

TESTE ERGOMÉTRICO

Consiste no monitoramento da atividade do coração com um ECG enquanto o paciente caminha em uma esteira elétrica ou pedala uma bicicleta. A realização desse exame pode indicar se o fluxo sanguíneo está inadequado para o coração, o que não é detectado em repouso.
 

CATETERISMO CARDÍACO OU CINEANGIOCORONARIOGRAFIA

É realizado para detectar obstruções coronarianas, através de filmagens das artérias coronárias.

insuficiência coronária - cateterismo cardíaco ou cineangiocoronariografia

 

Insuficiência coronária - Tratamento

A causa mais comum de isquemia é a obstrução do fluxo através de uma placa de gordura, a denominada placa aterosclerótica. Nos casos agudos (angina instável, infarto agudo do miocárdio), há uma lesão na placa que estimula a formação de um "coágulo" de sangue denominado trombo. Nesses casos, a obstrução à passagem do sangue aumenta e pode ser total. Se o trajeto não for desobstruído a tempo, o músculo cardíaco não suporta a ausência de suprimento de sangue. De um estágio isquêmico em que há área viável (ainda viva), o músculo evolui para a necrose ou morte das células miocárdicas.

insuficiência coronária - tratamento

O tratamento da doença arterial coronariana tem como objetivos principais o alívio dos sintomas e a prevenção da progressão da doença. As modalidades de tratamento consagradas são os medicamentos e a revascularização miocárdica. Os medicamentos têm a função de reduzir os sintomas de dor torácica (chamada também de angina) e prevenir novas obstruções nas artérias coronárias.

A revascularização miocárdica compreende a angioplastia coronariana e a cirurgia de revascularização miocárdica. A angioplastia coronariana consiste em aliviar a obstrução local através de dilatação da região obstruída e da colocação de um dispositivo denominado "stent" que ajuda a prevenir nova obstrução no local. Já a cirurgia de revascularização do miocárdio, conhecida popularmente como "ponte de safena" consiste na retirada da veia safena (localizada na perna) para construção de novo trajeto, restabelecendo o fluxo para a área isquêmica. Além da veia safena são utilizadas artérias radial e mamária para a construção das pontes.

Os medicamentos utilizados para tratamento da doença arterial coronariana são recomendados tanto para aqueles que realizaram angioplastia e/ou cirurgia quanto para aqueles cuja indicação foi apenas o tratamento medicamentoso. A necessidade dos medicamentos, independente da forma de revascularização, se deve a sua dupla função de aliviar sintomas e prevenir novas obstruções. São exemplos de medicamentos utilizados o ácido acetilssalicílico, os beta-bloqueadores, os nitratos e as estatinas.

Vale a pena lembrar que cada grupo de medicamentos cumpre determinada função e há vários nomes no mercado para cada grupo específico. Suas funções variam e contemplam prevenção da formação de trombo e da placa de gordura, além de reduzir as exigências do coração em presença de limitado suprimento de sangue e promover relaxamento das artérias e veias. O consumo dessas substâncias deve ser feito apenas sob orientação médica.

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