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Câncer de Mama

Trata-se do tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Saiba mais

30 Oct

Câncer de Mama

O câncer de mama é o desenvolvimento de um tumor maligno na região mamária. Seu surgimento deve–se ao resultado da interação de fatores genéticos, estilo de vida, hábitos reprodutivos e meio ambiente.

Trata-se do tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estimou o registro de mais de 59 mil novos casos da doença em 2018. A doença é relativamente rara antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

Em geral, é um câncer de evolução lenta. Calcula-se que seja necessário de seis a oito anos para que um nódulo atinja um centímetro de diâmetro. A realização da mamografia é indispensável. Só ela é capaz de detectar lesões iniciais e milimétricas. Nesses casos a possibilidade de cura é grande e podem ser adotados tratamentos que preservam a mama, retirando apenas a lesão. Todas as mulheres a partir dos 50 anos devem fazer a mamografia regularmente.

No Brasil, a recomendação atualizada, é que a mamografia seja realizada pelas mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Essa também é uma rotina adotada em outros países que implantaram o rastreamento do câncer de mama e tiveram impacto na redução da mortalidade pelo câncer de mama. 

SINTOMAS

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas: nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor, alterações na pele deixando-a com aspecto parecido com “casca de laranja’’, pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço e saída de líquido anormal das mamas. Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados, porém podem estar relacionados a doenças benignas da mama. Sendo assim, a mamografia é a melhor forma de detectar as lesões de forma precoce, antes que as mesmas se tornem palpáveis. 

A orientação atual é que a mulher faça a observação e a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de uma técnica específica de autoexame, em um determinado período do mês. Quando a mulher conhece bem suas mamas e se familiariza com o que é normal para ela, pode estar atenta a essas alterações e buscar o serviço de saúde para investigação diagnóstica.

Fonte: Ministério da Saúde - http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/cancer-de-mama e INCA - http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama/deteccao_precoce+

Câncer de Mama - Fatores de risco

O câncer de mama não tem um único fator de risco. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, tais como: idade, fatores endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais/ambientais e fatores genéticos/hereditários.
A idade, assim como em outros tipos de câncer, é um dos principais fatores que aumentam o risco de se desenvolver câncer de mama. O acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas com o envelhecimento aumentam o risco. Mulheres com idade avançada, sobretudo a partir dos 50 anos, são mais propensas a desenvolver a doença.

Fatores endócrinos ou relativos à história reprodutiva - Referem-se ao estímulo do hormônio estrogênio produzido pelo próprio organismo ou consumido por meio do uso contínuo de substâncias com esse hormônio. Esses fatores incluem: início precoce dos ciclos menstruais (idade da primeira menstruação menor que 12 anos); menopausa tardia (após os 55 anos); primeira gravidez após os 30 anos; nuliparidade (não ter tido filhos); uso de contraceptivos orais e de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, especialmente se por tempo prolongado. 

Fatores relacionados a comportamentos ou ao ambiente - Incluem ingestão de bebida alcoólica, sobrepeso e obesidade após a menopausa. O tabagismo é um fator que vem sendo estudado ao longo dos anos e atualmente já existem alguma evidência de que ele também aumenta o risco do câncer de mama.

Fatores genéticos/hereditários - Estão relacionados à presença de mutações em determinados genes transmitidos na família. Mulheres com histórico de casos de câncer de mama em familiares consanguíneos, sobretudo em idade jovem; de câncer de ovário ou de câncer de mama em homem, podem ter predisposição genética e são consideradas de risco elevado para a doença.

Fonte: INCA - http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama/fatores_de_risco_1

Câncer de Mama - Detecção precoce

A mamografia é o exame que permite detectar precocemente lesões nas mamas. Ela é capaz de mostrar pequenos pontos (micro calcificações) que podem representar o câncer em estágio inicial. A faixa etária entre 50 e 69 anos é prioritária para a realização da mamografia a cada 2 anos, o que não impede que o procedimento seja feito por recomendação do médico a qualquer momento ou idade.

A partir dos 40 anos, entretanto, as mulheres devem ficar atentas, principalmente as com história familiar de câncer de mama (especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau, mãe ou irmãs, foram acometidas antes dos 50 anos), pois apresentam maior risco de desenvolver a doença.
 

O ideal é escolher uma data e consultar o ginecologista todos os anos na mesma época, para avaliação clínica e orientação preventiva.

A MAMOGRAFIA

O exame é a radiografia da mama feita em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele as mamas são comprimidas para obter melhores imagens, o que facilita o diagnóstico. O desconforto provocado por essa compressão é discreto e suportável. Realizá-la após a menstruação, entre o quinto e o décimo dia do ciclo, diminui a possibilidade de dor, especialmente naquelas mulheres que têm mamas mais sensíveis.

Ao fazer a mamografia, deve-se sempre levar as radiografias anteriores para que o médico possa compará-las e diagnosticar o surgimento de alterações.

Importante: quando existem fatores de risco ou alterações no exame clínico das mamas, a mamografia poderá ser realizada em qualquer época ou idade, de acordo com a indicação do seu médico.

O EXAME CLÍNICO

O exame clínico das mamas consiste na palpação das mamas, das axilas e das regiões acima e abaixo da clavícula. É feito por um médico e pode detectar tumores a partir de um centímetro. Entretanto ele não substitui a mamografia quando existe indicação para que ela seja feita.

ULTRA-SONOGRAFIA

A ultra-sonografia (USG) é o método de escolha para avaliação por imagem das lesões palpáveis, identificadas no exame clínico, em mulheres com menos de 35 anos.
 

O AUTOEXAME

O auto-exame das mamas, ou seja, aquele que é feito pela própria mulher, deve fazer parte das ações de educação para a sua saúde e para o conhecimento do próprio corpo e deve ser realizado mensalmente após a menstruação. Mas é importante saber que ele não substitui o exame clínico das mamas, feito pelo médico, nem a mamografia.

 

PASSO A PASSO

  fique em pé em frente ao espelho

   1. FIQUE EM PÉ EM FRENTE AO ESPELHO

    Observe os bicos dos seios, a superfície e o contorno das mamas.
 

em pé em frente ao espelho, levante os braços

   2. EM PÉ EM FRENTE AO ESPELHO, LEVANTE OS BRAÇOS.

    Observe se, com o movimento, aparecem nas mamas alterações de     contorno e de superfície.
 

deitada, apalpe a mama esquerda com a mão direita

   3. DEITADA, APALPE A MAMA ESQUERDA COM A MÃO DIREITA.

    Faça movimentos circulares suaves,  apertando-a levemente com as pontas     dos dedos.
 

deitada, apalpe a mama direita com a mão esqueda

   4. DEITADA, APALPE A MAMA DIREITA COM A MÃO ESQUERDA.

    Faça movimentos circulares suaves, apertando-a levemente com as pontas     dos dedos.
 

As mulheres que menstruam devem fazer o exame de preferência na semana seguinte à menstruação. 
Se encontrar um caroço ou qualquer das alterações anteriores, procure imediatamente um médico.

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