Notícias http://www.unimedbh.com.br/ Feed RSS de notícias da Unimed-BH. Feriado de 15 agosto: saiba como será o atendimento a clientes Unimed-BH http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/feriado_15_agosto_2017 b0185ba7-e02b-4654-a185-91de7ec16220 ]]> Hospital Unimed é a primeira unidade hospitalar de Betim certificada pela ONA http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/ONA_Betim 72a41d3d-6d3f-408d-8d77-c34b5995646e O Hospital Unimed – Unidade Betim celebra importante reconhecimento: foi certificado por uma das mais abrangentes avaliações da área de saúde, da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Nesta quarta, 9/8, a unidade recebeu oficialmente a certificação no Nível 2, atestando a conformidade de todo o processo de assistência, com foco no cuidado e segurança do paciente.

Segundo o superintendente de Serviços Próprios da Unimed-BH, Fábio Lentúlio Mota, a sociedade está cada vez mais exigente e pleiteando que as instituições compreendam que a qualidade e segurança não são opções, mas sim necessidades básicas e fundamentais para que um sistema de saúde funcione. “Por isso, temos que, cada vez mais, estar abertos às melhorias e evoluções. Na Unimed-BH, temos o compromisso de cuidar cada vez melhor dos nossos clientes e a certificação ONA nos permitiu agregar ainda mais qualidade à assistência”, diz.

A conquista da certificação deu-se após trabalho intenso de revisão e adequação dos processos do Hospital aos padrões da norma. Em julho, a unidade recebeu uma equipe de avaliadores externos da DNV-GL, especializada em serviços de certificação, com matriz na Noruega e mais de 140 anos de experiência. Para a superintendente do Hospital, Ana Adalgisa de Oliveira Borges, o reconhecimento é resultado do trabalho conjunto de toda a equipe. “É um processo intenso, possível apenas com o envolvimento dos colaboradores e dos nossos médicos. Tudo para que os nossos clientes recebam a melhor assistência, com ainda mais segurança”.

Novo hospital

Seguindo o compromisso de oferecer o melhor cuidado e a diretriz estratégica de prover assistência em redes regionais, estando próxima e disponível para os clientes sempre que precisarem, a Unimed-BH segue com a construção do seu novo hospital em Betim. A nova unidade ficará no bairro Riacho das Areias e terá 300 leitos. A inauguração está prevista para 2019. As obras foram iniciadas em fevereiro e estão na etapa de fundação.
 
Sobre a ONA

A ONA (Organização Nacional de Acreditação) certifica a qualidade de serviços de saúde no Brasil, tendo como foco principal a segurança do paciente. Sua metodologia de avaliação atende a padrões internacionais de qualidade e segurança. O manual de acreditação ONA é reconhecido pela ISQua (Sociedade Internacional pela Qualidade no Cuidado à Saúde, na sigla em inglês), instituição parceira da OMS (Organização Mundial da Saúde) e que tem entre seus membros especialistas e organizações de saúde de mais de 100 países.

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Maternidade Unimed – Unidade Grajaú é o primeiro hospital de Belo Horizonte certificado Nível 6 da HIMSS http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/maternidade_himss 8e7b5e5e-2558-4fd3-9003-e0796f3324d9 Nesta quinta-feira (3/8), a Maternidade Unimed – Unidade Grajaú foi recomendada para o nível 6 da certificação Healthcare Information and Management System Society (HIMSS), concedida por uma associação internacional com atuação na área de Tecnologia de Informação para saúde. A unidade é o primeiro hospital de Belo Horizonte a obter essa conquista, evidenciando o esforço na adoção de ferramentas tecnológicas que propiciam eficiência operacional e segurança assistencial. Dados da empresa de consultoria FOLKS, parceira formal da HIMSS Analytics, apontam, ainda, a Maternidade passa a integrar um grupo seleto de 12 hospitais brasileiros que conquistaram a HIMSS 6 no Brasil, entre eles Sírio Libanês, Samaritano, Alemão Oswaldo Cruz, Santa Paula, Idoso Zilda Arns, Unimed Recife, Unimed Volta Redonda e Hospital São Camilo (São Paulo).

A certificação HIMSS é uma das referências mundiais no que diz respeito à adoção da tecnologia da informação no setor de saúde e é composta por oito estágios evolutivos de avaliação. Basicamente, um hospital estágio 0 não possui nenhum tipo de sistema ou tecnologia que dê apoio à assistência ao paciente. Na medida em que se avança nos níveis, há progresso no uso de tecnologias que dão suporte à assistência clínica e ao cuidado do paciente.

Na prática, a obtenção do nível 6 da HIMSS atesta que a Maternidade Unimed – Unidade Grajaú  mantém em um único repositório - o prontuário eletrônico do paciente (EP) – todo o histórico de cuidado ao paciente, de forma integrada, permanecendo disponível para todas as áreas do hospital ao mesmo tempo, possibilitando ainda mais eficiência e qualidade da assistência.

O processo de certificação durou aproximadamente um ano e teve como principal resultado a evolução na segurança do paciente. Por exemplo, a HIMSS 6 trouxe mudanças significativas na gestão farmacêutica, com maior controle de todo o processo, desde a prescrição e preparo das medicações até sua administração, com checagem à beira leito.
Para o superintendente geral de Serviços Próprios, Fábio Lentúlio Mota, a certificação reafirma o estímulo à inovação, com a transformação na forma como os sistemas de saúde se organizam, um dos principais valores da Unimed-BH. “Com um trabalho que envolveu toda a equipe administrativa e assistencial da unidade, a Maternidade Grajaú coloca a nossa Cooperativa no patamar mais alto da inovação. Provamos que estamos atentos à evolução do mercado e que investimos para entregar a melhor assistência para nossos clientes”, disse.

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O seu cadastro está atualizado? http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/atualizacao_cadastral f5e85a24-7511-4517-9726-6fcba47771b1 ]]> Vem aí o Dia C http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/dia-c-2017 5730fa2c-a55c-4201-a014-2637b1f2297b A Unimed-BH, por meio do Instituto Unimed-BH, participa do Dia C – uma iniciativa de comemoração ao Dia do Cooperativismo promovida pelo Sistema Ocemg com o apoio e participação das cooperativas de Minas Gerais.
O evento será no dia 1º de julho, sábado, e tem como objetivo estimular a integração das ações voluntárias em um grande movimento de solidariedade cooperativista. Confira a nossa programação e reserve a sua agenda:

Praça Floriano Peixoto

Para ajudar a praça Floriano Peixoto a ficar ainda mais bonita e cuidada será realizada a Manhã do Cuidar, um mutirão para plantio de novas mudas, revitalização e limpeza de alguns canteiros dos jardins.

Para quem gosta de teatro, no período da tarde a Praça Floriano Peixoto será palco para o espetáculo Manga Mangueira, Meu Pé de Brincadeira. Uma divertida aventura aonde uma menina, um menino e um macaco aprendem a usar e reciclar os bens que a natureza oferece.

Espetáculo Manga Mangueira
Quando? 1º de julho, sábado
Que horas? Das 16h
Onde? Na Praça Floriano Peixoto

Praça da Assembeia
Na Praça da Assembleia, o Batuque Salubre irá realizar uma apresentação vibrante e o Instituto Unimed-BH terá um estande com ação promocional.

Uniclown nos Hospitais
Além disso, o Uniclown vai fazer uma intervenção para levar alegria aos pacientes internados na Maternidade Unimed – Unidade Grajaú, no Hospital Unimed - Unidade Betim e no Hospital São Francisco.
E não se esqueça: reserve a sua agenda para participar do Dia C. Afinal, juntos construímos a cidade que queremos ter.

Agenda do Dia C – 1º de julho
Manhã do Cuidar
Local: Praça Floriano Peixoto
Horário: das 9h às 11h

Evento do Dia C com apresentação do Batuque Salubre
Local: Praça da Assembleia
Horário: das 9h às 13h

O Cooperativismo faz parte da essência da Unimed-BH que, no dia a dia, coloca em prática os princípios cooperativistas.

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Horários de funcionamento das unidades da Unimed-BH no feriado de Corpus Christi http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/funcionamento_corpus_christi b660f543-9529-43e2-b23e-6c8eac373591 ]]> Feriado de Corpus Christi http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/feriado_corpus_christi 74425f31-4cbf-4c1b-99a8-d8402f4ccdba Se seu próximo boleto tem vencimento em 15 de junho de 2017, data do feriado nacional de Corpus Christi, você poderá efetuar o pagamento até o dia útil seguinte, sem quaisquer cobranças de juros ou multas.

Esse é um direito seu, garantido pela lei n. 7.089, sancionada em 23 de março de 1983.

Facilitar a sua vida também é um jeito de cuidar da sua saúde.

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11º Programa de Capacitação para Pessoas com Deficiência http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/11_programa_capacitacao_pcd 4f52fc8a-6354-4eec-b755-41cd8653f28e Na Unimed-BH, não existe limites para o talento.

 

Na Unimed-BH, as oportunidades são para todos. Com o Programa de Capacitação para Pessoas com Deficiência, todos os anos formamos profissionais para atuar em atividades administrativas. Acreditamos que é assim, com incentivo, que as pessoas podem mostrar todo o seu potencial.

Período de inscrições:
06/06/17 até 29/06/17

Pré-requisitos:
Pessoas com deficiência, com idade a partir de 18 anos e ensino médio completo.

Benefícios:
Bolsa, vale-transporte, seguro de vida e assistência médica.

Como participar:
Leve seu currículo para a Gestão de Recursos Humanos da Unimed - BH (Av. do Contorno, 4.265 – 6º andar – Funcionários) ou envie para programainclusao@unimedbh.com.br.

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saocamilo http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/saocamilo 5ec31679-eee5-46fa-8260-d85c73535abe
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UFMG e Unimed-BH reinauguram Presépio do Pipiripau http://portal.unimedbh.com.br/wps/portal/inicio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprensa/noticias/interna/presepio-pipiripau-restauracao ad3000a0-dde7-42d7-8169-5ce4d346ea0b Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE

 
Diretor-presidente da Unimed-BH, Dr. Samuel Flam.


Após cinco anos fechado para restauração, símbolo centenário volta a funcionar, mais moderno e sustentável

 

Foi inaugurado hoje, Museu de História Natural e Jardim Botânico (MHNJB) o Presépio do Pipiripau, restaurado pela UFMG em parceria com o Instituto Unimed-BH. A solenidade contou com a presença do reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez, e do diretor-presidente da Unimed-BH, o médico Samuel Flam.

Instalação construída ao longo de 82 anos (1906-1988) que narra nascimento, vida, morte e ressurreição de Cristo, o Presépio do Pipiripau tem cerca de três mil objetos e 45 cenas que mobilizam 586 figuras, numa área de 20 metros quadrados. Todo o mecanismo é criação do artesão Raimundo Machado Azeredo. Autodidata, “Seu” Raimundo nunca projetou o resultado final da obra, cujos quadros surgem a partir da curiosidade, habilidade e devoção do próprio criador.

Com peças modeladas em argila, papel machê, conchas e outros materiais - e engenhoso maquinário desenvolvido a partir de barbante, carretéis de linha, polias, mecanismos de relógio, radiola, gramofone e todo tipo de maquinário que seu criador fosse conhecendo através das décadas - o Pipiripau é patrimônio cultural e artístico e uma das mais significativas expressões da arte popular de Belo Horizonte.

Em 1984 o Presépio do Pipiripau foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Ele é um dos maiores patrimônios de nossa cultura, a obra da vida de um grande artista popular. As cenas e personagens que ele construiu aliam a religiosidade do povo mineiro, a simplicidade de seu cotidiano e o deslumbre com os engenhos. À medida que ia tendo contato com as tecnologias, que rapidamente se sobrepunham no século XX, foi incorporando-as à instalação, sempre para permitir uma nova representação. Para a UFMG, é um orgulho devolvê-lo restaurado à cidade de Belo Horizonte”, afirma o reitor Jaime Ramirez.

O Presépio estará aberto para visitação às quartas, quintas e sextas, às 11h e às 16h, e aos sábados e domingos, às 11h, 12h, 15h e 17h.

“O Presépio está funcionando maravilhosamente. Vamos devolvê-lo com a qualidade e o carinho que a cidade merece. É uma obra ímpar por sua delicadeza, inocência e capacidade de nos transformar”, ressalta o professor da Escola de Belas-Artes da UFMG, Fabrício Fernandino, coordenador geral do projeto de restauração e professor da Escola de Belas Artes.

O projeto abrangeu a restauração e modernização da obra, aprovado pelo Iphan, com financiamento regulado pela Lei Rouanet. A captação total de R$ 565 mil foi firmada com o Instituto Unimed-BH.

“Além de cuidar das pessoas, também nos dedicamos a espaços que fazem parte da história e da identidade de Belo Horizonte, reforçando nosso compromisso social com a população e a cidade. Por isso, escolhemos participar do restauro do Presépio Pipiripau, um dos nossos patrimônios. “Estamos muito felizes com o resultado e, principalmente, em poder contribuir para esta entrega tão simbólica para os mineiros", ressalta o diretor-presidente da Unimed-BH, Samuel Flam.

A restauração

O Presépio foi fechado em abril de 2012, quando foi executado o diagnóstico para reparo. A partir daí, foram elaborados os projetos complementares para a nova edificação, como instalações elétricas, hidrossanitárias e de prevenção a incêndio, segurança eletrônica, sonorização, sinalização de emergência, entre outros.

A restauração de todas as peças do Presépio foi mapeada e registrada em vídeos e fotografias. O projeto foi aprovado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com financiamento regulado pela Lei Rouanet. A captação total de R$ 565 mil foi firmada com o Instituto Unimed-BH.

A restauração começou em 2014 e ficou a cargo do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais (Cecor) da UFMG, com a participação de mais de 50 bolsistas de várias áreas. Além disso, contou com o trabalho voluntário de professores do curso de Engenharia Elétrica e Engenharia Hidráulica e Recursos Hídricos da UFMG, além de outros profissionais e empresas privadas. A construção de uma passarela de acesso para cadeirantes, pintura e reforma do telhado da sede foram executadas pelo Departamento de Manutenção de Infraestrutura (Demai) da UFMG.

“Todas as madeiras estavam completamente atacadas por cupins. No diagnóstico inicial, a equipe nem chegou a ter acesso ao último patamar porque não havia condições de subir. As condições de acesso eram muito precárias”, conta a professora Bethânia Reis Veloso, coordenadora geral da restauração do Presépio e diretora do Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis UFMG (Cecor/UFMG). Sua equipe fez muitas análises e raios-x das peças para entender qual a técnica, o modo de fazer, e assim manter a originalidade.

Os riscos da restauração eram relativos à estrutura elétrica e hidráulica. Além disso, os materiais estavam desgastados pelo uso e pelo tempo porque “Seu” Raimundo usou, na construção, os materiais que tinha acesso, como tubos de pasta de dente, papier-mâché, roach dentário, caco de vidro etc. “Todo o chassi, por exemplo, estava severamente comprometido por cupins”, lembra Fabrício Fernandino. O chassi foi trocado e professores e alunos da Escola de Engenharia da UFMG repararam a parte elétrica e hidráulica.

Cada peça do Presépio recebeu uma ficha, como se fosse um ‘prontuário médico’ e foram diagnosticadas todas as patologias e danos. “Os registros fotográficos e pequenos filmes que fizemos foram fundamentais na montagem da cenografia, para localizar a posição de todas as peças e permitir que tudo voltasse ao seu lugar exato”, explicou Thaís Carvalho, coordenadora técnica da restauração do Presépio e especialista em restauração pelo Cecor/UFMG.

Posteriormente, foram feitas as análises químicas de materiais como plásticos, a fim de se conhecer a estabilidade do material e definir a metodologia mais adequada para a recuperação.

Ao retirar as camadas de areia e papel, os restauradores viam que a madeira estava muito mais danificada do que se pensava. Eram coisas que superficialmente não apareciam. “Havia fios encapados com tecidos e reatores que poderiam ter causado um incêndio e também graxa impregnada nos eixos. Muitos bonequinhos já não funcionavam adequadamente”, lembra Thaís.

Detalhes

Todo o material usado na restauração foi compatível com o original. “Tudo teve que ficar idêntico”, diz Bethânia. Segunda ela, os processos tiveram qualidade de ponta, desde a fotografia, passando pelo diagnóstico, identificação de materiais, análise química e higienização, assim como tintas, vernizes, tecidos, vegetação sintética e resinas. “Visamos uma longevidade ainda maior do Presépio”, salientou a professora.

O tratamento dos tecidos das roupas foi feito nos próprios bonecos. “Se desmontasse, perderia o registro da costura. A ideia foi preservar o modo de fazer, a história”, disse Bethânia. Fabrício Fernandino relatou que os bonequinhos de plástico estavam frágeis como casca de ovo. Além disso, eram feitos de celulose, material altamente combustível. Alguns foram reproduzidos usando resina de poliéster, que não é inflamável.

Conforme destacou Thaís Carvalho, as substituições de materiais, como a vegetação natural, foram procedidas com o objetivo de se preservar a obra. “Além de ser coletado em local perigoso, a vegetação de musgos era úmida, continha terra, insetos e cupim de solo. Ainda tinha que ser molhada, o que favorecia o crescimento fúngico e a oxidação das bases metálicas”, observou. A vegetação cenográfica artificial, adquirida em São Paulo, foi costurada em uma tela, para que fosse dispensado o uso de cola. Essa tela foi amarrada com náilon em alguns pitões. “Isso tornará fáceis as substituições futuras. Pequenas adaptações como essas são justificáveis em função da conservação”, reforçou.

Assim como a vegetação, a nuvem de algodão também foi amarrada sem uso de cola, material que, com o passar do tempo, se torna áspero e ajuda na deterioração. O algodão convencional foi substituído por um similar de silicone, que não pega fogo. As lâmpadas incandescentes, que ao aquecer poderiam queimar o papelão e a madeira, foram trocadas por lâmpadas de led.

A parte metálica passou por um processo muito semelhante à lanternagem que é feita em carros, com remoção da ferrugem e laminação. A cenografia foi toda reintroduzida, “boneco a boneco, parafuso a parafuso, fio por fio”. “Tudo muito delicado e sutil”, pontua Bethânia.

Detalhes como o rótulo de uma lata de cera inglesa foram preservados. O Pipiripau contém também peças feitas com tampinhas de perfume, e outras com tubos de pasta de dente, como as capas dos reis magos. “Seu” Raimundo usou conchinhas com 1 milímetro de diâmetro para fazer olhos dos bonecos, peculiaridade que só foi percebida com o uso de uma microcâmera. “A princípio, achávamos que eram miçangas”, relata a professora.

Digitalização

Idealizado pela bibliotecária Laibe Batista em 2015, o projeto de restauração e digitalização dos documentos do Presépio do Pipiripau foi concluído no começo de abril em parceria com o Centro de Museologia e Conservação do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG (MHNJB). Laibe explica que “o acervo documental do presépio se confunde com o acervo pessoal do seu criador”, já que é composto, entre outros itens, por jornais, livros, catálogos, correspondências, fotografias, diplomas e medalhas de Raimundo Machado.

O conservador e restaurador Mário Sousa orientou os procedimentos de restauração do acervo documental do presépio.  Ele enfatiza que “realizar esse trabalho possibilitou se envolver com a memória da cidade de Belo Horizonte, que passou por rápidas transformações vislumbradas por um cidadão simples, do povo, apaixonado pelo movimento, esse mesmo movimento que o impulsionou na empreitada pela consecução de sua obra mestra”. 

Todo o acervo documental do presépio foi digitalizado em DVDs que serão disponibilizados, em breve, para consulta local na Biblioteca do Museu. 

Obra centenária

No ano de 1906, o Presépio do Pipiripau começou a ser construído por Raimundo Machado de Azevedo, ainda criança, em sua própria casa. A obra teve início com uma pequena imagem do Menino Jesus numa caixa de papelão, forrada com cabelo de milho, musgo e folhas. Ao longo das décadas, o Presépio ganhou outros personagens feitos de barro, papier-mâché e gesso.

O Pipiripau cresceu à medida que cenas do cotidiano e passagens da Bíblia foram sendo incorporadas. Entre os mecanismos usados para prover movimento aos personagens, o autor usou pedais de antigas máquinas de costura, sistema de cordas de gramofone e uma caldeira a vapor, substituída posteriormente por um motor elétrico.

 

Vendido para a UFMG em 1976, o Presépio foi transferido para o Museu, mas a manutenção continuou a ser feita por “Seu” Raimundo até sua morte, em 1986. Desde 1984, o Presépio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Linha do tempo

1906 – Aos 12 anos, Raimundo Machado inicia a construção do presépio. Quatrocentos réis conseguidos com a venda de garrafinhas patrocinam a compra da primeira peça: o Menino Jesus.

1912 – Seu Raimundo começa a movimentar as peças por um sistema de pedal. O primeiro personagem a se mover é o pescador, que pesca sempre o mesmo peixe.

1919 – Por comando movido à água, a lagoa se enche e se esvazia. Seu Raimundo começa a trabalhar como mecânico da Central do Brasil, onde fica até 1923.  A Estrada de Ferro Central do Brasil foi uma das principais ferrovias do Brasil, ligando as então províncias do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e a então capital do país.

1920 – Seu Raimundo casa-se com Dona Ermenegilda e inicia-se uma década de investimentos no presépio. Aproveitando o movimento de um gramofone, a procissão pode entrar e sair da igreja, os sinos tocam e o lenhador corta a lenha. Esse mecanismo é substituído por uma caldeira a vapor (1923/1924) e depois pela eletricidade (1927).

1921 - O presépio ganha iluminação a gás (lampião) e um incêndio destrói a obra de arte. A reconstrução começa imediatamente.

1922 – Registro da primeira fotografia do presépio, tirada pelo Sr. Junqueira, funcionário da então Escola Livre de Engenharia.

1924 – As figuras do presépio começam a ganhar roupas, produzidas por Dona Ermenegilda.

1925 – Para dar continuidade à montagem do presépio, Seu Raimundo recorre ao financiamento patrocinado por amigos.

1927 – O presépio é descoberto pela imprensa. A primeira notícia foi publicada no Jornal Tribuna. Em seguida, no Diário de Minas. O então jornalista Carlos Drummond de Andrade, sob pseudônimo de Antônio Chrispim, escreve: "Meus olhos mineiros namoram o Presépio e dizem alegremente: mas que bonito!" O poema Pipiripau batiza o presépio.

1939 – A frente do Presépio do Pipiripau começa a ser ornada com cristais, sucata e pedraria.

 

1950 - Seu Raimundo começa a utilizar conchas para representar novas figuras.

1960 - Seu Raimundo aposenta-se na Imprensa Oficial (onde ingressou em 1927) e continua trabalhando na montagem do presépio em um galpão montado no quintal da sua casa, no bairro Sagrada Família. O presépio chega a 20 metros quadrados, 580 peças e 45 cenas. Pipiripim, a versão miniatura do Pipiripau, é criada.

1971 – Seu Raimundo recebe a Medalha da Ordem dos Pioneiros, em reconhecimento à sua significativa atuação na construção da história e da cultura de Belo Horizonte.

1976 – Primeira exposição pública do Pipiripau, no Parque de Exposições da Gameleira.

1976 – Transferência do Pipiripau para o Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, que o adquiriu formalmente em 1983. Seu Raimundo continuou oferecendo manutenção e supervisão ao presépio até falecer.

1984 - O Presépio do Pipiripau é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional .

1986 – O Pipiripim, versão miniatura do Pipiripau, também é transferido para a UFMG.

1988 – Em 27 de agosto, aos 93 anos de idade, Seu Raimundo falece.

2012 – O presépio é fechado para diagnóstico e elaboração de projetos de reparo.

2014 – Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais (Cecor) da UFMG inicia os trabalhos de restauração.

2017 – Reinauguração do Presépio do Pipiripau.

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